A iniciativa teve como base o tema proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro. Segundo Milena Rebouças Andrade, enfermeira e presidente do NSP, o seminário foi planejado de forma multiprofissional, reunindo coordenadores médicos, de enfermagem e de fisioterapia das unidades de terapia intensiva neonatal e pediátrica, além da enfermaria pediátrica.
“A segurança deve estar no centro de tudo o que fazemos, e quando falamos de crianças, esse compromisso se torna ainda mais sensível e essencial. Cada gesto, cada cuidado, cada decisão tem impacto direto sobre a vida e o desenvolvimento de um ser em formação”, destacou Milena.
A programação abordou temas fundamentais como segurança do paciente no cuidado pediátrico e neonatal, envolvimento da família no cuidado seguro, prevenção e identificação precoce da sepse, além de uma exposição dialogada sobre os desafios da equipe multiprofissional na identificação de sinais de deterioração clínica.
Durante a tarde, a discussão continuou com a mesa-redonda sobre prevenção de eventos adversos e infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), com foco em medidas de prevenção de infecções de corrente sanguínea associadas a cateteres venosos centrais, infecções do trato urinário associadas a cateteres e pneumonias associadas à ventilação mecânica.
Para o médico intensivista pediátrico Emílio Brito, que atua nas UTIs Pediátricas 1 e 2 do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), o evento reflete uma mudança de paradigma na assistência à saúde infantil:
“Estamos migrando de um cuidado centrado apenas nas técnicas e procedimentos para uma atenção centrada no paciente. Tratar crianças é também tratar a família, o imaginário, o lúdico. Precisamos transformar os protocolos em cultura de segurança do paciente, para que o resultado final seja mais que uma alta hospitalar, seja o retorno de uma criança ativa, feliz e pronta para se desenvolver plenamente.”
O seminário teve como objetivo promover uma assistência mais segura, humana e acolhedora, prioridade do NUPS, especialmente no cuidado aos pacientes pediátricos e neonatais, fortalecendo a cultura da segurança do paciente em todas as etapas do cuidado.




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